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Fala-se muito e condena-se a atual arquitetura espetáculo que tantos arquitetos “famosos” pelo mundo afora andam produzindo.
Hoje é possível construir uma cidade em um pequeno espaço de tempo. E uma cidade com os altíssimos edifícios que conhecemos e com grande densidade demográfica. Tudo em prol do desenvolvimento a todo custo.
Podemos falar que esta arquitetura espetáculo, cria em pouco tempo, a cidade-espetáculo. Feita para abrigar “estas obras de arte” que serão divulgadas e serão visitadas sendo assim conhecidas por todo o mundo. É desta forma que hoje se apresenta a “boa arquitetura” para os cidadãos.
Bem, estas colocações são de fato muito interessantes, pois é dessa forma que realmente acontece, (lógico que há algumas boas obras entre elas), mas o que deve focar nossa preocupação e discussão é como vencê-la.
Somos gratos e muito admiramos o início do período moderno e suas grandes manifestações, que muito podemos ver aqui no Brasil. Temos que tirar grande lição dela, entendê-la, e colocá-la no sentido histórico: desenvolvida após o período das manifestações ecléticas, vindo contra esta base arquitetural definida por estilos, que muito já vinham se repetindo sem sentido algum. Se elegermos o período arquitetônico das grandes monumentalidades representado por Grécia, Roma, Egito e Mesopotâmia como o ápice da arquitetura de todos os tempos, em virtude de sua ordem, beleza e principalmente condições históricas na qual se desenvolveu, podemos dizer que o período moderno é o período que tenta adquirir de certa forma tanto respeito quanto o primeiro. Logicamente, sem este êxito, mas com uma imensa evolução tecnológica, grande revolução estética e com uma nova metodologia de criação, baseada na planta como figura central, a arquitetura moderna é extremamente rica nas obras que nos deixou. E é a partir desta análise que temos de enfrentar e propor o que está por vir.
Texto escrito pelo arquiteto Pablo J. Vailatti, no ano de 2008.

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