PJV - Largo do Batata – SP

Largo do Batata – SP

Ficha Técnica

Ficha técnica do projeto:
Nome: Projeto urbano Largo do Batata (SP)
Local: Largo do Batata – Pinheiros – São Paulo – SP
Ano: 2012
Área total projetada: 130 mil m2

Memória descritiva do projeto:

Proposta urbana para o conjunto de 13 quarteirões localizados na região de Pinheiros, grande São Paulo. O projeto busca um novo ordenamento para esta área da cidade, com critérios de consistência formal, utilizando alguns dos elementos extraídos da cidade moderna.
O projeto foi desenvolvido durante o Curso de Projeto Urbano Avançado, ministrado pelo arquiteto espanhol Hélio Piñon na Escola da Cidade – SP, durante os meses de abril, maio e junho de 2012.
O projeto busca na cidade moderna os elementos formais a serem utilizados, são eles, as caixas, as barras e as torres. A disposição destes elementos tem por objetivo criar “vazios”, que sejam realmente espaços públicos de qualidade, através de uma adequada tensão formal entre os elementos utilizados.
As quadras foram reformuladas levando em conta a questão da circulação dentro da cidade, e a relação do sol com os edifícios propostos. Diversos usos foram inseridos e mesclados nesta área, como comércio local, bares e restaurantes, serviços, residências e escritórios formam esta região multi-funcinal.
As quadras residenciais são formatadas a partir de barras, torres e caixas. As caixas são os elementos escuros e mais baixos, destinados a abrigar comércio e prestação de serviço locais, como lojas, bares e restaurantes. O uso residencial divide-se entre as barras, com 6 andares, e as torres com 18 andares de altura. Estes elementos agrupados configuram espaços livres, que destinam-se a área verdes e praças, responsáveis pela convivência dos moradores, criando espaços que geram qualidade de vida a todos que ali circulam.
Nas quadras principais, que fazem frente a movimentada Av. Faria Lima, uma grande barra, destinada ao uso comercial e de serviços, abre-se para uma praça frontal onde localizamos o edifício mais alto do conjunto, uma torre de planta “quadrada”.
Sobre a grande barra, que percorre todas estas quadras, foram implantados os edifícios denominados torres placas, destinados a abrigar os escritórios tão característicos nesta região.
Estes edifícios chamados de torres placas partiram do estudo do edifício Banco Sul Americano, localizado na Av. Paulista, e projetado pelo arquiteto Rino Levi, no ano de 1962, um belo exemplo da arquitetura moderna brasileira.
O projeto buscou uma composição abstrata, universal, de acesso e reconhecimento de todos. Critérios de economia, precisão e rigor também foram aplicados sempre que possível, tanto na economia de materiais, como na economia das soluções formais utilizadas.
A planta da torre placa foi resolvida com um núcleo central de circulação vertical, hall e sanitários, sendo o restante do andar uma planta livre com modulação de 7,5m x 9,60 entre os eixos dos pilares. Para todos os lados há um balanço de exatos 1/3 dos vãos, fazendo com que a torre fique mais solta em relação a barra horizontal, a qual constitui sua base.
A planta do edifício barra buscou no escritório de arquitetura SOM, referências para sua disposição. Pátios verdes são propostos com o objetivo de levar iluminação e ventilação ao interior do edifício barra.
Por fim, a relação formal entre a grande barra horizontal e as 5 torres placa, caracterizadas como elementos verticais, dispostos sobre ela, é o cerne deste projeto. Para contrapor esta intensa ocupação, criou-se uma grande praça na frente destas edificações, demarcado como espaço de entrada e encontro das pessoas.
A relação formal destes elementos formata o caráter deste conjunto arquitetônico, que tem como objetivo organizar a cidade através de espaços que gerem encontro e qualidade de vida aos seus cidadãos.