Residencial Mondrian

O projeto para o edifício Residencial Mondrian foi projetado no ano de 2011, como um estudo para investimento na cidade de São José dos Pinhais, estado do Paraná, cidade vizinha da capital Curitiba.

croquis mondrian 2 Residencial Mondrian

O desenho do terreno nos levou a implantação de 3 torres com dois apartamentos por andar em cada. Uma varanda central funciona como hall dos andares, fazendo com que o morador passeie por uma varanda até chegar ao seu apartamento, ao invés de um corredor fechado ou envidraçado. Buscamos com isto garantir a qualidade dos ambientes comuns, gerar iluminação e ventilação natural e tornar, além de aproveitar as relações visuais.

O apartamento é dividido em duas células, a área social e a área íntima. Dois retângulos lado a lado, a área social voltada para a frente do prédio possui uma varanda social que está contida formalmente no corpo principal do prédio, gerando maior unidade a edificação.

A arquitetura desenvolvida para este conjunto de prédios utiliza uma linguagem moderna e emprega alguns elementos formais que buscam qualificar seu desenho e sua forma de ocupação na cidade.

O terreno abre-se para a cidade ao não propor muros de fechamento, busca-se assim valorizar o espaço urbano, que agora integra-se com esta área verde e aberta, que dá acesso as unidades particulares, uma zona de transição entre o espaço público e o espaço privado.

Elementos vazados em blocos de cimento, pilares redondos em concreto aparente, pisos e forros em madeiras são alguns dos elementos que tentamos explorar neste projeto.

Os volumes destinados as garagens são grandes blocos em concreto aparente cobertos por uma área comum verde, destinada ao lazer, atividades ao ar livre, áreas de estar e de encontro.

Cada torre de apartamentos recebe em sua fachada frontal uma das 3 cores primárias, azul, vermelho ou amarelo. Esta aplicação de cores, aliada a uma composição de linhas e planos, busca homenagear o artista holandês Piet Mondrian, que juntamente com o arquiteto Theo von Doesburg, cria em 1927 a Revista DeStij, conhecida também como neoplasticismo, movimento artiístico que influencia a arte, o desgin e a arquitetura até os dias de hoje.

Um espaço praça criado entre dois edifícios ajuda a criar um vazio nesta quadra e remete mais uma vez o artista Mondrian com uma grande composição neoplasticista em sua parede. Evidenciamos aqui nossa vontade de unir, cada vez mais, arte e arquitetura em projetos para investimentos imobiliários.

O projeto contou com a colaboração do arquiteto Thiago Borges Mendes, com a desenhista Annelise Vieira e edição de imagens de Karina Pereira.